Apresentação
"Mas pode acontecer que alguém, por motivos importantes, se sinta constrangido a procurar o seu caminho, por seus próprios meios, em direção a horizontes mais largos, porquanto não encontra em nenhuma forma, em nenhum molde, em nenhum dos envoltórios, em nenhum dos meios de vida que lhe são oferecidos, aquele que lhe convém. E então irá só, representando sua própria sociedade. Será sua própria multiplicidade que se compõe de numerosas opiniões e numerosas tendências, nem todas seguindo, necessariamente, o mesmo sentido. Pelo contrário, estará em estado de dúvida em relação a si mesmo, e sofrerá grandes dificuldades para conduzir sua própria multiplicidade a uma ação homogênea e integrada." Memórias, sonhos, reflexões, C.G.Jung.
Objetivo
O objetivo é realizar um curta-metragem de ficção, abordando a questão dos elementos psicológicos constituintes do indivíduo, a multiplicidade de desejos, impulsos e sentimentos que devem ser equalizados para um suposto equilíbrio mental e um convívio social produtivo.
Justificativa
Antes do Renascimento, o homem só se reconhecia como parte de uma raça, povo, partido , família ou corporação, ou seja, formas do coletivo.
Só depois é que se pôde dar um tratamento objetivo das coisas, ao mesmo tempo em que se transformava em um indivíduo. Do latim, individuus significa “não dividido” ou “indivisível”.
Às aspirações do individualismo renascentista se somaram as influências do capitalismo nascente contribuindo para transformar o homem em personagem ativo da sua história, e o Eu em um marco da era moderna.
No final do século 19, com o desenvolvimento da psicologia, surgiu o mundo interior do indivíduo, que se viu também consciente da sua vida psíquica.
Quem antes só se reconhecia como parte, se tornou indivíduo que se reconhecia uno, e depois se transformou em um sujeito, que por sua vez só se reconhece em suas partes.
Dessa perspectiva, duas discussões se abrem: 1) individualismo versus individuação e 2) como se reconhecer uno acolhendo todas as partes constitutivas do eu.
Sinopse
A ficção narra alguns momentos na vida de um personagem (Ricardo, por volta de 40 anos de idade, o meio-dia da vida) que, tomado pela consciência da variedade de desejos e impulsos, se faz acompanhar nas cenas por suas diversas partes, com a mesma aparência, em uma leitura sob influência das teorias psicológicas.
A partir de fragmentos de seus sonhos, Ricardo parte para sua rotina diária: acorda, se arruma para sair, pega o elevador, anda pelas ruas, trabalha em uma livraria, se encontra com uma amiga/namorada (Maria, por volta de 30 anos), freqüenta sua sessão de psicoterapia. Em cada uma das cenas, as suas partes constitutivas da individualidade se manifestam em concordância, em dissonância, em contradição, em conflito, em silêncio.
Em um ritmo crescente, os processos internos se tornam visíveis, com a multiplicação do personagem em cena. A realidade fragmentária da psique de Ricardo se impõe demonstrando a complexidade inerente ao processo de individuação. A sua experiência acaba contagiando sua amiga/namorada Maria.
Memorial descritivo
Penca de Gente é um filme de curta metragem de produção simples, com apenas 2 atores no elenco principal, poucos personagens secundários e figurantes. Menos da metade das seqüências exigem a captação de som direto. Locações externas em alguns pontos de movimento de pedestres serão os principais desafios. A análise técnica do roteiro indica a necessidade de 6 diárias para sua realização.
Pré-produção
Na primeira etapa, serão definidas as locações, realizados os testes para escolha do elenco e do figurino e os ensaios para composição dos personagens.
Produção
As 6 diárias previstas para a captação das seqüências se realizarão de preferência no começo e final do dia, nos casos de cenas externas, e entre 11h e 15h e à noite nos casos das internas.
O máximo de rigor técnico será aplicado para extrair o melhor da técnica de gravação em HDV a 24 quadros, com lentes cinematográficas adaptadas, e na captação do som para garantir um bom material para a finalização.
Pós produção
A montagem, fase decisiva da realização de um filme, se dará a partir das indicações do roteiro e incorporará eventuais novos elementos que surjam durante as filmagens. Mais uma vez, a simplicidade do roteiro é um elemento facilitador, dado que não estão previstos efeitos especiais e truques. Nesta etapa será definido o áudio, incluindo a parte de trilha e efeitos sonoros. Fechada esta fase, se passará para a finalização, com a correção de cor das imagens e o transfer para 35 mm e edição final de som.
Plano de distribuição de produtos culturais
O filme será exibido em festivais, mostras de cinema e em eventos nacionais e internacionais. Após completar seu ciclo de exibições em cinemas, o curta-metragem estará disponível para o usuário da internet assisti-lo através de sítios especializados.
Plano de divulgação, comunicação e contrapartidas
A internet será usada nas ações de lançamento, através de sítio próprio, de banners em sítios dedicados ao cinema. A trilha sonora do filme também estará disponível para ser baixada pelos usuários do sítio, assim como ringtones.
Cartazes, camisetas, cartões postais e kit de imprensa para anunciar o lançamento e cada exibição pública serão produzidos, divulgando o filme em festivais, mostras e eventos.
Um esquema de assessoria de imprensa também será utilizado para chamar a atenção para o filme, buscando ressaltar a iniciativa do patrocinador, o produto e fomentar as discussões sobre o tema.
"Mas pode acontecer que alguém, por motivos importantes, se sinta constrangido a procurar o seu caminho, por seus próprios meios, em direção a horizontes mais largos, porquanto não encontra em nenhuma forma, em nenhum molde, em nenhum dos envoltórios, em nenhum dos meios de vida que lhe são oferecidos, aquele que lhe convém. E então irá só, representando sua própria sociedade. Será sua própria multiplicidade que se compõe de numerosas opiniões e numerosas tendências, nem todas seguindo, necessariamente, o mesmo sentido. Pelo contrário, estará em estado de dúvida em relação a si mesmo, e sofrerá grandes dificuldades para conduzir sua própria multiplicidade a uma ação homogênea e integrada." Memórias, sonhos, reflexões, C.G.Jung.
Objetivo
O objetivo é realizar um curta-metragem de ficção, abordando a questão dos elementos psicológicos constituintes do indivíduo, a multiplicidade de desejos, impulsos e sentimentos que devem ser equalizados para um suposto equilíbrio mental e um convívio social produtivo.
Justificativa
Antes do Renascimento, o homem só se reconhecia como parte de uma raça, povo, partido , família ou corporação, ou seja, formas do coletivo.
Só depois é que se pôde dar um tratamento objetivo das coisas, ao mesmo tempo em que se transformava em um indivíduo. Do latim, individuus significa “não dividido” ou “indivisível”.
Às aspirações do individualismo renascentista se somaram as influências do capitalismo nascente contribuindo para transformar o homem em personagem ativo da sua história, e o Eu em um marco da era moderna.
No final do século 19, com o desenvolvimento da psicologia, surgiu o mundo interior do indivíduo, que se viu também consciente da sua vida psíquica.
Quem antes só se reconhecia como parte, se tornou indivíduo que se reconhecia uno, e depois se transformou em um sujeito, que por sua vez só se reconhece em suas partes.
Dessa perspectiva, duas discussões se abrem: 1) individualismo versus individuação e 2) como se reconhecer uno acolhendo todas as partes constitutivas do eu.
Sinopse
A ficção narra alguns momentos na vida de um personagem (Ricardo, por volta de 40 anos de idade, o meio-dia da vida) que, tomado pela consciência da variedade de desejos e impulsos, se faz acompanhar nas cenas por suas diversas partes, com a mesma aparência, em uma leitura sob influência das teorias psicológicas.
A partir de fragmentos de seus sonhos, Ricardo parte para sua rotina diária: acorda, se arruma para sair, pega o elevador, anda pelas ruas, trabalha em uma livraria, se encontra com uma amiga/namorada (Maria, por volta de 30 anos), freqüenta sua sessão de psicoterapia. Em cada uma das cenas, as suas partes constitutivas da individualidade se manifestam em concordância, em dissonância, em contradição, em conflito, em silêncio.
Em um ritmo crescente, os processos internos se tornam visíveis, com a multiplicação do personagem em cena. A realidade fragmentária da psique de Ricardo se impõe demonstrando a complexidade inerente ao processo de individuação. A sua experiência acaba contagiando sua amiga/namorada Maria.
Memorial descritivo
Penca de Gente é um filme de curta metragem de produção simples, com apenas 2 atores no elenco principal, poucos personagens secundários e figurantes. Menos da metade das seqüências exigem a captação de som direto. Locações externas em alguns pontos de movimento de pedestres serão os principais desafios. A análise técnica do roteiro indica a necessidade de 6 diárias para sua realização.
Pré-produção
Na primeira etapa, serão definidas as locações, realizados os testes para escolha do elenco e do figurino e os ensaios para composição dos personagens.
Produção
As 6 diárias previstas para a captação das seqüências se realizarão de preferência no começo e final do dia, nos casos de cenas externas, e entre 11h e 15h e à noite nos casos das internas.
O máximo de rigor técnico será aplicado para extrair o melhor da técnica de gravação em HDV a 24 quadros, com lentes cinematográficas adaptadas, e na captação do som para garantir um bom material para a finalização.
Pós produção
A montagem, fase decisiva da realização de um filme, se dará a partir das indicações do roteiro e incorporará eventuais novos elementos que surjam durante as filmagens. Mais uma vez, a simplicidade do roteiro é um elemento facilitador, dado que não estão previstos efeitos especiais e truques. Nesta etapa será definido o áudio, incluindo a parte de trilha e efeitos sonoros. Fechada esta fase, se passará para a finalização, com a correção de cor das imagens e o transfer para 35 mm e edição final de som.
Plano de distribuição de produtos culturais
O filme será exibido em festivais, mostras de cinema e em eventos nacionais e internacionais. Após completar seu ciclo de exibições em cinemas, o curta-metragem estará disponível para o usuário da internet assisti-lo através de sítios especializados.
Plano de divulgação, comunicação e contrapartidas
A internet será usada nas ações de lançamento, através de sítio próprio, de banners em sítios dedicados ao cinema. A trilha sonora do filme também estará disponível para ser baixada pelos usuários do sítio, assim como ringtones.
Cartazes, camisetas, cartões postais e kit de imprensa para anunciar o lançamento e cada exibição pública serão produzidos, divulgando o filme em festivais, mostras e eventos.
Um esquema de assessoria de imprensa também será utilizado para chamar a atenção para o filme, buscando ressaltar a iniciativa do patrocinador, o produto e fomentar as discussões sobre o tema.
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